sexta-feira, 13 de junho de 2008
De repente, do alto dos meus trinta e tal anos (o tal denuncia o facto de já ter atingido, pelo menos, os 35 e de já estar a caminho dos 40) senti uma adolescência incontrolável como que a querer tomar conta de mim. A culpa, apercebi-me com relativa facilidade, foi inteirinha para um CD que, inadvertidamente, pus a tocar, bem alto, como de costume, no rádio do carro. É uma edição recente, ou quase (a data original de lançamento é Agosto de 2006, mas parece-me que ainda não chegou cá…), e andava perdido lá por casa, no meio das últimas aquisições na Amazon. O disco chama a atenção logo pela capa. Design retro, muito ajudado pelas vestes dos quatro elementos da banda – parecem saídos do final dos anos 70 –, tendência estética alargada ao som, claro está. Os californianos Under the Influence of Giants – em português algo como ‘sob a influência de gigantes’. Veremos de quais, mais adiante... – provam que os anos 80 (e os finais dos 70) nunca foram tão actuais, contrariando as teorias que davam como gasta a esfarrapada a recuperação de sonoridades de há 20 ou 30 anos. Vamos, então, aos gigantes influenciadores. São muitos e bons: Bee Gees (os falsetes do vocalista Aaron Bruno não deixam margem para dúvida), Wham!, Prince, Madonna, Michael Jackson, Sly and The Family Stone, Stevie Wonder, Earth Wind and Fire e Olivia Newton John, que a banda aponta, orgulhosamente, como inspiração. Pop, funk, synth-pop, R&B e rock. Mistura explosiva que resulta num álbum eclético, assumidamente dançável, retro e que, em especial para os trintões, tem a vantagem de ter uma arquitectura sonora que nos é estranhamente familiar e funciona, ao mesmo tempo, como uma espécie de fonte da juventude. Apaguem as luzem, apontem os holofotes para as bolas de espelhos e deixem as pistas de dança pegar fogo.
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